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Suporte da Microsoft para o governo

Relatório do governo dos EUA recomenda revisão da segurança da nuvem da Microsoft.

Um relatório do governo dos EUA pede uma revisão da segurança da nuvem da Microsoft após uma grande violação por hackers apoiados pelo Estado chinês.
Mike Jones
Escrito por:
Mike Jones
Publicado em 20, 2024
Relatório do governo dos EUA recomenda revisão da segurança da nuvem da Microsoft

CSRB critica a Microsoft e apela à reforma da segurança na nuvem

Um relatório recente do governo dos EUA revelou preocupações significativas em relação à segurança na nuvem da Microsoft, após uma grande violação por hackers chineses apoiados pelo Estado.

O relatório, publicado pelo Conselho de Revisão de Segurança Cibernética dos EUA (CSRB), destaca uma série de falhas operacionais e decisões estratégicas da Microsoft que permitiram que esses hackers se infiltrassem nas contas de e-mail de altos funcionários dos EUA. O relatório não só criticou a Microsoft, mas também pediu reformas mais amplas em todo o panorama da segurança na nuvem.

Relatório do governo dos EUA recomenda revisão da segurança da nuvem da Microsoft

A violação e as suas implicações

Empresário a cobrir o rosto com as mãos em frente ao computador portátil, parecendo stressado.
Os executivos estão preocupados com a violação da segurança cibernética.

A violação de segurança, relatada pela primeira vez em julho de 2023, envolveu um grupo de hackers conhecido como Storm-0588, que se acredita ter ligações com o governo chinês. Esse grupo conseguiu comprometer a conta corporativa de um engenheiro da Microsoft, o que lhes permitiu acessar sistemas confidenciais do governo dos Estados Unidos.

O relatório descreve este incidente como «evitável» e aponta para uma série de erros nos protocolos de segurança da Microsoft.

Os hackers acederam a e-mails de 22 organizações e mais de 500 indivíduos, incluindo figuras de destaque, como o embaixador dos EUA na China. Além disso, cerca de 60.000 e-mails foram descarregados do Departamento de Estado dos EUA.

Esta violação ressalta o papel fundamental que a Microsoft desempenha no ecossistema tecnológico global e o nível de confiança que os clientes depositam na empresa para proteger os seus dados e operações.

Conclusões do Conselho de Revisão de Segurança Cibernética dos EUA

O relatório da CSRB foi inequívoco nas suas críticas às práticas de segurança na nuvem da Microsoft. Destacou várias áreas em que a Microsoft ficou aquém:

  • Controlos de segurança de identidade inadequados: O relatório observou que a Microsoft carecia dos controlos de segurança de identidade que são padrão entre outros fornecedores de serviços em nuvem.
  • Práticas criptográficas desatualizadas: os hackers exploraram uma chave criptográfica de 2016 para obter acesso não autorizado, apontando para práticas desatualizadas de rotação de chaves.
  • Falha nos controlos organizacionais e na governança: O relatório criticou a falha da Microsoft em priorizar a segurança, sugerindo a necessidade de uma mudança cultural dentro da organização.

O CSRB recomendou que a liderança da Microsoft desenvolvesse e implementasse um plano para realizar reformas fundamentais com foco na segurança em todos os seus produtos e serviços.

Também sugeriu que os fornecedores de serviços em nuvem deveriam deixar de cobrar aos clientes pelos registos de segurança, que são essenciais para detetar e prevenir intrusões.

Principais conclusões do relatório do CSRB

Descoberta Descrição
Segurança de identidade fraca A Microsoft carecia de controlos comuns de segurança de identidade.
Criptografia desatualizada Os hackers utilizaram uma chave criptográfica antiga, de 2016.
Governança de segurança deficiente A Microsoft precisa de se concentrar mais na segurança.

Resposta e iniciativas da Microsoft

Em resposta às conclusões do CSRB, a Microsoft lançou a «Secure Future Initiative» (Iniciativa Futuro Seguro), com o objetivo de resolver as suas falhas de segurança. A empresa comprometeu-se a implementar as recomendações do conselho e já disponibilizou alguns registos de segurança como parte do seu pacote padrão de serviços na nuvem.

O vice-presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, prestou depoimento perante a Comissão de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, enfatizando o compromisso da empresa em melhorar a sua postura em matéria de cibersegurança.

Dois logótipos: à esquerda, o logótipo do Cyber Safety Review Board com uma cabeça de águia num escudo. À direita, o logótipo da Microsoft com o seu quadrado de quatro cores e o nome da empresa.
Relatório do governo dos EUA recomenda reformulação da segurança da nuvem da Microsoft.

A Microsoft comprometeu-se a implementar todas as 16 recomendações do CSRB que se aplicam à empresa, incluindo ações específicas para proteger identidades e segredos, reforçar a segurança da rede e melhorar as capacidades de deteção e resposta a ameaças. A iniciativa enfatiza três princípios fundamentais de segurança: segurança desde a conceção, segurança por predefinição e operações seguras.

Esses princípios orientam o desenvolvimento e a implementação dos produtos e serviços da Microsoft, garantindo que a segurança seja incorporada desde o início e continuamente aprimorada para enfrentar as ameaças em constante evolução.

Resposta da Microsoft às recomendações do CSRB

Iniciativa Detalhes
Plano para um futuro seguro Tem como objetivo corrigir problemas de segurança, incluindo melhores registos e proteção de identidade.
16 ações-chave Aumentar a segurança da rede e melhorar a deteção de ameaças.
Princípios básicos de segurança «Segurança desde a concepção», «segurança por predefinição» e «operações seguras».
Ilustração digital de um escudo e pilhas de moedas equilibradas numa gangorra, brilhando em azul contra um fundo escuro.
Equilibrando segurança cibernética e lucro.

Além destas medidas técnicas, a Microsoft também está a concentrar-se em mudanças culturais e organizacionais para reforçar a sua abordagem de segurança em primeiro lugar. Isso inclui vincular as metas de segurança à remuneração da liderança, o que garante a responsabilização e alinha os objetivos da empresa com os seus compromissos de segurança.

A Microsoft também convidou a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) para uma reunião técnica detalhada na sua sede sobre a implementação das recomendações do CSRB, demonstrando transparência e disposição para colaborar com agências governamentais para melhorar as medidas de segurança.

Desafios e críticas

Apesar dos esforços da Microsoft, a empresa enfrenta desafios significativos para restaurar a confiança e garantir uma segurança robusta:

Lucro versus segurança

Uma investigação da ProPublica revelou que a Microsoft havia anteriormente priorizado o lucro em detrimento da segurança, supostamente ignorando avisos sobre falhas críticas para garantir contratos governamentais. Isso levou ao ceticismo sobre o compromisso da empresa com a segurança.

Vulnerabilidades contínuas

O relatório do CSRB e as investigações subsequentes destacaram vulnerabilidades contínuas nos serviços em nuvem da Microsoft, exigindo melhorias e vigilância contínuas.

Implicações para todo o setor

O relatório do CSRB tem implicações mais amplas para o setor de computação em nuvem, exigindo uma reavaliação das práticas de segurança em todos os provedores de serviços em nuvem, não apenas na Microsoft. O relatório recomenda que a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) lidere os esforços para definir e adotar padrões mínimos para o registro de auditorias em serviços em nuvem.

Isso garantiria que os clientes tivessem acesso a registos de segurança essenciais sem incorrer em custos adicionais, permitindo-lhes detetar e responder a incidentes de segurança de forma mais eficaz.

Esta recomendação sublinha a necessidade de transparência e responsabilidade na indústria da computação em nuvem. Ao estabelecer práticas de segurança padronizadas, os fornecedores de serviços em nuvem podem aumentar a confiança dos clientes e reduzir o risco de violações.

O relatório também destaca a importância da colaboração entre órgãos governamentais e empresas privadas para desenvolver e aplicar essas normas, garantindo uma abordagem unificada à segurança cibernética em todo o setor.

O caminho a seguir

Para a Microsoft, o caminho a seguir envolve não só abordar as preocupações imediatas de segurança, mas também promover uma cultura de segurança que permeie todos os aspetos das suas operações. Isso inclui:

  • Reforçar a cultura de segurança: a Microsoft precisa priorizar a segurança em todos os níveis, desde o design do produto até as práticas operacionais.
  • Implementação das melhores práticas: A empresa deve adotar os melhores padrões de segurança da categoria, como autenticação multifatorial e modelos de acesso com privilégios mínimos, em todos os seus serviços.

Aumentar a transparência e a responsabilização: Ao vincular as metas de segurança à remuneração da liderança, a Microsoft pretende garantir a responsabilização e a transparência nas suas iniciativas de segurança.

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Mike Jones
Mike Jones
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